Frases

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
Fernando Pessoa

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma montoeira de indecisos

Ao fazer frilas sobre a eleição em Santa Catarina, entre eles para
o www.sul21.com.br, fiquei impressionada com os números da pesquisa Vox Populi publicados no jornal Notícias do Dia, na edição do final de semana 4 e 5 de setembro. Nas respostas espontâneas, 54% não sabem em quem vão votar e 4% já optaram pelo voto nulo ou branco. Essa montanha de indecisos pode eleger um dos três candidatos – Angela Amin, Raimundo Colombo ou Ideli Salvatti - vou colocar nesta ordem, porque pode vir algum “patrulhador de plantão” e dizer que estou favorecendo este ou aquele candidato.
Mas porque o trio não levanta a galera? Toda essa montoeira de gente, que não sabe pra que lado pega, é um indicativo da mesmice dos programas de rádio e tv. Se você conhece alguém que vê diariamente os programas e não trabalha para esses partidos, por favor, LIGUE JÁ!!!!. É uma pérola para uma entrevista diferente.
Para preparar as perguntas e depois fazer o texto vi os programas, alguns, inclusive, várias vezes, conferindo gastos chavões. Sofri. Que mesmice! Quantas cópias fiéis de programas de eleições anteriores, como se o atento espectador não tivesse memória. Quantas surradas fórmulas, como a de copiar um programa de tv, trocar nomes, a do mágico bom moço e a do experiente prefeito. Essa por exemplo, me levou de volta ao passado, quando no quadrado da TV planava, num tapete preto voador, o Dário. Era como um ilusionista que ia dar mobilidade de Norte a Sul, de Leste a Oeste, sem cair no buraco.
Vamos ver se depois do dia da Independência vem coisa nova na telinha. Tem coisa que a gente já viu, não tem?
E aí? Você também é um (a) indeciso (a)?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Comentário fantasma


Em meio a pautas, entrevistas e checagem de informações ainda me aparece nesta sexta, 3 de setembro, o primeiro comentário fantasma neste blog, onde até então conhecia todas as pessoas que postaram. A partir de agora não sei se responderei todos e se publicarei ou não as pessoas sem identificação. Não tenho tempo para ir atrás do ID de ninguém. Mas já que esse foi o primeiro e sou daquela geração que o primeiro a gente nunca esquece aí vai: abaixo, o comentário do Paulo Henrique sobre o texto do Nassif, A Nova Estrutura do Jornalismo, que postei dias atrás. Mais abaixo a minha resposta para ele e para os meus queridos amigos/leitores, que bem me conhecem.

“Quer dizer que a imprensa tem que dizer amém ao todo poderoso porque ele tem 80 e não sei quantos por cento de aprovação??? como diz o Kajuru, é mais popular do que Jesus Cristo. Esse Nassif faz jus à grana que leva do governo. E qual é essa tal de "guerra santa" da imprensa contra Lula? vejo o contrário: a maioria dos jornalistas e jornais comendo na mão do governo. E o PT enlouquecido para implantar a censura no país, sob o eufemismo de "controle social". Só no Brasil jornalista apoia censura, desde que ela venha de alguém "disquerda". um atraso só. é preciso ler o novo livro do Fukuyama: ficando para trás”.
Paulo Henrique

Caro Paulo Henrique, quando falamos que Lula tem 80 e lá vai pedrada de aprovação, não estou afirmando que a imprensa tem de dizer amém. Estou trabalhando com fatos e é assim que aprendi: os fatos são as ferramentas do jornalista. Neste caso, as pesquisas, certo? Não acredito que a imprensa tenha ou esteja dizendo amém ao todo poderoso. Não consigo enxergar assim. Não é o que leio em blogs, jornais e sites. Confesso que escuto pouco rádio, pois perdi o hábito desde que vim morar na Ilha, há 20 anos. Não é isso que vejo. Talvez estejamos lendo veículos muito diferentes. Talvez tenham alguns veículos aí no Canadá, de onde você escreve como diz em seu blog, que aqui não chegam ou eu não tenha conhecimento, o que acredito ser o mais provável. Sempre aceito sugestões e já anotei a sua dica de leitura. Nem sei quanto o Nassif ganha, e se ganha bem, bom pra ele, não sou do time quanto pior, melhor. Talvez até compre dois exemplares e mande um para ele.
Não tenho essa pesquisa ou dado que indique, como você afirmou, que a maioria dos jornalistas e jornais está comendo na mão do governo. Se tiveres, por favor, envie, uma ótima pauta para sugerir ao Observatório de Imprensa.
Assim como pauto a minha vida pela transparência, com nome, e-mail e perfil neste despretensioso blog, gostaria de uma identificação mais detalhada sua. O que falta meu caro é mais transparência, pois Paulos Henriques existem e conheço muitos.
Aguardo seu retorno e, claro, dicas pelo e-mail. Abraço

Duda Hamilton

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A nova estrutura do jornalismo


ESSA O NASSIF ACERTOU NA MOSCA. É PARA REFLETIR. BOA LEITURA!!!!


O sistema de informações brasileiro sempre obedeceu a uma lógica quase imutável. No centro da formação da opinião pública estavam alguns grandes jornais, revistas e emissoras de televisão do eixo Rio-São Paulo.
Na periferia, jornais e rádios regionais.
A notícia e/ou opinião nascia no centro e espraiava-se para os demais veículos, seja através da leitura desses veículos ou de agências de notícias. A partir daí, ganhava abrangência nacional.

Todo país necessita de um sistema de informações sólido, objetivo, bem focado. É a partir das informações que empresários tomam suas decisões de investimentos, políticos afinam seus discursos, organizações sociais se mobilizam, prefeituras montam seus planos.
No entanto, na última década ocorreu uma notável degradação no centro desse sistema. Enquanto veículos regionais cresciam e ganhavam músculos, cada qual cobrindo sua realidade local, os veículos centrais entravam em grave crise de jornalismo.

Fui jurado do Prêmio Esso no seu cinquentenário. Me espantei com a diferença de qualidade das grandes reportagens. O jornalismo de reportagem, mesmo, já tinha saído do eixo Rio-São Paulo. Ótimas reportagens de jornais do interior de São Paulo, de Brasília, de Minas, de algumas capitais do nordeste. Com exceção de O Globo, nenhuma grande matéria de jornais do eixo Rio-São Paulo. Apenas factóides, dossiês.

Nos últimos anos, até O Globo perdeu completamente o antigo punch de reportagem que tinha. Tornou-se um jornal popular.
De todo esse núcleo central, apenas O Estadão manteve a qualidade jornalística. E a produção televisiva.

Como consequência da guerra santa desfechada pelos jornais contra Lula, houve um curto-circuito em todo sistema de informações que deveria nortear a opinião pública.
Foram cometidos enormes erros de avaliação, como não perceber que o país não iria cair na crise global, não entender o alcance de programas habitacionais, não captar sequer os ventos da opinião pública. Hoje em dia, apenas 5% da população condenam Lula. No entanto, jornais e emissoras cuja especialidade maior deveria ser captar esses sentimentos, foram atropelados por uma opinião que se fez ao largo da velha estrutura midiática.

A tragédia maior do fim do jornalismo ocorreu com a própria oposição.
Especialistas já alertavam que José Serra não teria chance em uma eleição presidencial, que a única possibilidade concreta seria uma chapa Aécio Neves-Ciro Gomes. Mas o centro do sistema ignorou os alertas e vendeu a falsa ideia de que Serra seria vencedor – baseando-se em pesquisas de ano atrás. A oposição será varrida do mapa devido às falsas análises que recebeu desse sistema de mídia velho, ancorado nos jornalões do eixo Rio-São Paulo.
Daqui para frente, esse modelo muda. E os jornais regionais terão um papel relevante, com o predomínio que tem sobre o público de cada cidade.
No centro da formação do sistema de opinião, haverá outros agentes, que começam a crescer cada vez mais: blogs, grandes portais de empresas de telecomunicações, novos projetos de jornal online que deverão nascer nos próximos anos.

Luis Nassif, em 25 de agosto de 2010.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Rosas brizolistas?


A expressiva foto de Petra Mafalda mostrando a candidata Dilma com um buquê de rosas vermelhas me levou às campanhas brizolistas, de onde surgiu a dama de vermelho e seu ex-marido Carlos Araújo. Não esqueçamos que Dilma, antes de abraçar o PT, foi dos quadros do PDT.
Na sua apertada agenda em Florianópolis, na quinta, dia 12, parece que não decepcionou. Os empresários reunidos na FIESC gostaram de sua firmeza. E, em momentos de descontração, antes do Painel RBS, lembrou que, como todos os gaúchos, passou as férias na Praia dos Ingleses. Mostrou sua vaidade feminina ao reclamar do pano do casaco vermelho que vestia: “é ruim”. Confira no
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=2&contentID=131250&channel=272

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Tem Tremendão no samba


Erasmo Carlos juntou-se ao maestro Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle para disputar o concurso de samba-enredo da Beija Flor, que vai homenagear, em 2011, Roberto Carlos, com o enredo A Simplicidade de um Rei. Dia 12, a música será apresentada na quadra da escola de Nilópolis na primeira etapa do concurso, com outras 53 canções. A vitoriosa será conhecida em outubro, ainda sem data marcada. Para refrescar a memória: Eduardo Lages é há 30 anos o arranjador dos shows e discos do rei, e Valle é autor de sucessos da bossa nova, como Preciso aprender a ser só, Viola enluarada e Samba de verão.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

José Ignácio e Taim


Distante 40 quilômetros de Punta del Este, José Ignácio é uma pérola no rochoso mar da costa uruguaia. Pequena e charmosa, a península leva o nome de um habitante que viveu no lugar na época da conquista espanhola. Símbolo do lugar, o farol José Ignácio foi construído em 1877.
Procurada também por sua gastronomia à base de peixes, mariscos e algas marinhas, José Ignácio conta ainda com duas lagoas: Garzón e José Ignácio, que são procuradas para a pesca de costa e de embarque. Além de charmosas pousadas, existe na região as Chácaras Marinhas, com luxuosa infraestrutura e diversificado lazer.
O vento é um constante companheiro no inverno e no verão!!
De lá direto para Porto Alegre, com passagem pelo deslumbrante Taim.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por las calles de Montevideo







A irreverência musical de Kevin Johansen e The Nada

Com uma voz inconfundível, Kevin Johansen traz na alma todos os ritmos latinos envoltos em sonoridades modernas mescladas em composições, com uma decidida e delicada dose de humor. Este argentino-americano, que canta em espanhol e inglês, passeia por cumbia, milonga, salsa, bossa-nova, entre outros ritmos, com muita atitude e talento. Acompanhado da banda The Nada, composta por sete músicos, Kevin subiu ao palco do acolhedor teatro do CIEE, em Porto Alegre, e mostrou porque seu grupo se transformou no mais importante representante argentino no circuito internacional de música alternativa.
Kevin é um cosmopolita e transpira isso em seu show. Nascido no Alaska, filho de mãe argentina com pai americano, passou a adolescência e juventude entre Montevidéu e Buenos Aires. Depois viveu por dez anos em Nova York e há dez retornou à Argentina. O resultado? A utilização em suas canções do ritmo 2/4 da milonga e do tango e hoje um dos prediletos dos djs norte-americanos.
Nas mais de duas horas de show, as múltiplas sonoridades ecoavam da bateria de Zurdo Roizner (músico que acompanhou o poeta Vinicius de Moraes em suas turnês pela Argentina nos anos 1970); do baixo e da voz de Juan Alvarez, da flauta e do sax de Andrés Reboratti e de Nicolas Said; das guitarras elétricas de Sebastián Massolo e de Kevin; do violão, do charango e do cavaquinho de Maxi Padín e da criativa percussão de Lucas "Oveja" Espina.
Das 24 músicas executadas destaque para a McGuevara´s o CheDonald´s, onde com bom humor o compositor se pergunta o que o Che pensaria de todo o
merchandising em cima de sua imagem. Cumbiera Intelectual é uma história divertida sobre um encontro com uma intelectual num baile de cumbia, ritmo da classe popular rioplatense até o final dos anos 1990, e que se transformou numa música de sucesso no início do Século 21. As mais conhecidas Sur o no Sur, Guacamole e Desde que te perdi, já em versão em português, foram acompanhadas pela platéia que lotou o teatro. As músicas do último disco foram apresentadas com animações e desenhos de Liniers projetados numa tela ao fundo do palco.
Em sua quinta edição, o Festival de Inverno de Porto Alegre se firma como um dos mais importantes do País, onde se encontram músicos latino-americanos e portoalegrenses. No show de Kevin, por exemplo, a participação foi da gaúcha Adriana Defentti na canção infantil La hamaca, dedicada a sua filha.
Passaram pelo palco do Festival o internacional Jorge Drexler (24 e 25 de julho), a cantora e atriz Soledad Villamil (26), Kevin Johansen (27) e Dolores Solá (28), todos a um preço pra lá de camarada: entre R$ 20 e 30. Acreditem!!!
De 28 a 1º de agosto as apresentações são gratuitas no Teatro de Câmara e a R$ 10 no Teatro Renascença. Entre os músicos portoalegrenses estão Gelson Oliveira, Quartchêto, Juliano Barreto e Volantes.
Foto Pablo Corti.
Para escutar as músicas e saber mais sobre Kevin clique em
http://www.kevinjohansen.com. Para informações sobre o festival http://www2.portoalegre.rs.gov.br/festinverno/default.php



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pinguins e muito frio

















Na areia entre o Pântano do Sul e os Açores pinguins mortos, muitas águas-vivas e nada de peixe. Final da tarde rosado de frio na Armação.
































terça-feira, 13 de julho de 2010

No balanço, sem ranço


Gostei do que vi e ouvi na sexta à noite no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho), em Florianópolis. O quarteto da banda Sociedade Soul está pronto para decolar rumo ao Sudeste e mostrar seu delicioso balanço. Talento e profissionalismo os meninos têm. Além disso, seus passaportes já estão carimbados por ninguém menos do que Gerson King Combo, um dos mais virtuosos do funk/soul brasileiro, e que fez uma participação pra lá de especial no lançamento do CD. Ainda em ótima forma, mesmo com 70 e picos de anos, Gerson King Combo prometeu voltar logo à Ilha pra colocar o povo a dançar e confessou que pela primeira vez se apresentou sem a sua banda. “Esses meninos têm raça”.
Gustavo Barreto (vocal e guitarra), André FM (bateria), Nego Aurélio (baixo) e Diego Carqueja (teclados) trazem no sangue boas composições aliadas ao balanço negro do funk e do soul. Acompanhados de um talentoso naipe de metais, indispensável nesse tipo de música, o Sociedade Soul mostrou que bebe no mesmo copo de Tim Maia, Cassiano, Sandra de Sá e, claro, de Gerson King Gongo. O show, de quase duas horas, contou ainda com a exibição de Jardim das Delícias, animação produzida pelo estúdio Cafundó e selecionada para o Anima Mundi 2010. Com um resultado impecável, o clipe mostra cada um dos quatro integrantes em seu mundo imaginário e animado.
Adorei curtir essa nova geração da Ilha que desponta com atitude e originalidade.
Gracias Galleta, valeu a dica e o corretor.