Frases

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
Fernando Pessoa

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Bailongo de Yamandu Costa e Guto Wirtti

Guto Wirtti e Yamandu Costa apresentam Bailongo: Itajaí (14), Floripa (15) e Rio do Sul (16) foto Pablo Corti
por Duda Hamilton
A afinidade entre o violão de sete cordas de Yamandu Costa e o baixolão de Guto Wirtti pode ser constatada no primeiro álbum da dupla Bailongo, que será lançado no dia 15 agosto, no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis. É uma homenagem aos bailes brasileiros, principalmente os do Sul do Brasil, onde nasceram os dois “guris”. A realização de todo o projeto, que inclui CD e turnê, é da Rhythmus Produções, de Florianópolis, por meio do Prêmio Funarte de Música Brasileira.
Amigos de infância, confidentes instrumentais desde sempre, os dois têm uma forte influência latino-americana em suas composições, e também na maneira de tocar. Neste show, eles interpretam suas músicas em parceria e também composições individuais, relembrando tangos, milongas, chamamés, choros, entre outros estilos musicais.
Mas em Bailongo tem mais. O duo revisita obras, como o Schottish-Choro e a Mazurka-Choro, de Heitor Villa Lobos; Nervos de Aço, de Lupicínio Rodrigues; Forró de Gala, de Jacob do Bandolim, com um sotaque bem gaúcho; e Porro n.5 do colombiano Gentil Montaña. As versões inéditas e despojadas que Yamandu e Guto imprimem são uma marca nesse álbum. “Até o Jazz Manouche, estilo representado por Django Reinhardt, está presente, com a música Troublant Boléro, que gostamos de interpretar da nossa maneira”, observa Yamandu Costa.
As músicas, segundo Guto Wirtti, foram escolhidas por soarem bem com os dois instrumentos e foram compostas nos últimos anos. “Não tivemos dificuldades para gravar, pois foram três dias de estúdio, pouco ensaio e muito improviso, no sentido da criação dos arranjos”, conta Wirtti, acrescentando que uma marca dos dois é a de deixar bastante espaço para surpresas.
Capa do disco é de Fabio Dudas e Paula Albuquerque

Com produção da Rhythmus Produções, dos sócios Claudio Gadotti e  Crica Gadotti, os parceiros desta turnê são o Hotel Maria do Mar, o Uai de Minas – Armazém  Mineiro, da rua Bocaiúva A arte do álbum, que remete aos bailes e cabarets da década de 1920, é assinada pelo ilustrador e artista plástico Fábio Dudas e pela designer Paula Albuquerque, também de Florianópolis. A Assessoria de Imprensa é da Dfato  Comunicação , da jornalista Duda Hamilton.
  
SERVIÇO
O que – Show e lançamento do álbum Bailongo, de Yamandu Costa e     Guto Wirtti
Quando - 15 de agosto – sexta-feira
Horário – 21h
Onde – Teatro Pedro Ivo
Valor – R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia – estudantes, idosos, professores e portadores de necessidades especiais) 

Venda de ingressos: Teatro Pedro Ivo, TAC e CIC e site e Quiosque Blueticket
Dá play aí para ouvir Yamandu Costa e Guto Wirtti.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Na sombra da frondosa árvore genealógica

Festa da família Vasquez Cruxên

Por volta de 1918, a família reunida na casa que é hoje da minha mãe. 
Integrantes das famílias Vasquez e Cruxên, no encontro de 2014, em Sant'Ana do Livramento
Participar durante três dias de encontros e reencontros familiares Vasquez/Cruxên foi olhar pra dentro de mim e pra fotos amareladas, reconhecer o sorriso, o olho brilhante, descobrir o talento dos artistas, o dom de dançar e de produzir. Todos reunidos, às vezes em Rivera, no Uruguai, outras em Sant’Ana do Livramento, no Brasil. Bem ali, onde tudo começou com a chegada, nos primeiros anos do Século 20, da Eneréia e Santiago Vasquez, que vieram da Espanha, fazendo um pit stop em Corrientes, na Argentina, para o nascimento da minha avó Julia.
Duda, Davi, Isa e Lucianne, na confecção da árvore
Alguns primos e tios eu não via desde os 16, 17 anos, outros a última lembrança é de quando tinha uns 8 ou 9, mas muitos eu nem conhecia, só de ouvir falar dos pais e avós. Saber que aquelas loiras de olhos claros (Eliane, Bebeti e Mirian) eram as mesmas gurias adolescentes da AvenidaGetúlio Vargas, em Porto Alegre, que a minha avó me levava de mãos dadas nas férias, foi uma ótima surpresa. Estar novamente com o Arielzinho, com a Hesilda e com  a tia Cresomilda,uma carioca desbocada de quem era fã, hoje com 93 anos, foi gratificante e me levou a uma viagem à infância. Voltei aos papos com o tio Helio sobre a Segunda Guerra Mundial, na sombra da parreira.



Bayard, Gelso, Tito, Renan, Tia Creso, Bartira e Simone
Ver e conversar com todos os filhos da Olga foi pra lá de gratificante. Muitas lembranças, como a casa de esquina onde moravam em Porto Alegre, os animados finais de semana no Guaíba Country Club, sempre com casa cheia de gente de todas as idades. Na minha lembrança, um Tito franzino, de cabelo claro e longo, mas com o mesmo olhar; o Gelso, já mais velho, o estudante de Medicina exemplar; o Renan, a Bartira, a Simone e o Bayard, o mais velho, sempre com cara de sério. Foi tão bom encontrá-los e saber de suas vidas e planos.
Prazer também foi conhecer, bater um bom papo e tomar umas e outras com o primo Alex e sua simpática mulher, Glória, que vivem em Brasília. Outra brasiliense que conheci nesta festa, que reuniu mais de 60 pessoas vindas de vários lugares, foi a Cris e sua filha Luz Maria, uma luz familiar, que não se desgrudou um só segundo de outro primo lindo e loiro, como ela. As primas Daniela e Juliana, com seus simpáticos e mágicos maridos, também foi uma bela descoberta.
Outros primos, como Wanislau, Lucila, Carla, Jojô, com quem tenho mais proximidade, também estavam lá, se divertindo, relembrando os melhores anos da nossa infância e querendo descobrir todos os parentescos. Minha irmã Lucianne, dedicada, ajudou na produção da festa e, junto com a Lucila e a Isa (minha mãe) tiveram ótimas idéias, como a lembrança do Marco de Fronteira, da foto familiar, e dos músicos da nossa terra.
Claudio Hamilton, neto da Julia Vasquez, interpretando Baile do Sapucay.
Palmas e gritos para o meu irmão/artista, Claudio Amaral Hamilton, que cantou e encantou como um bom taura, soltando a voz na música de Cenair Maicá, Baile Do Sapucay. Mais palmas também para o Wanislau, um homem e vários instrumentos – violão, teclado e harmônica; e também para o jovem Rodrigo (filho da Lucila), estudante de violão clássico. E como não podia faltar na fronteira, uns estavam de lenço branco (chimangos) e outros de lenço colocorado (maragatos). 
Eliane, Bebeti e Mirian, as primas da Getulio

Rodrigo e Wanislau, o clássico com o rock.

         Agradeço aqui à prima Bebeti, que me presenteou com uma foto do meu avô Telmo Saraiva do Amaral (marido da vó Julia), o homem que se escondia das máquinas fotográficas e não gostava de muita gente por perto.
Lourenço e Gabriela, a nova geração Vasquez/Cruxên
Mas a ala jovem – de 8 a 18 anos - foi o máximo: eles correram, jogaram, dançaram, brincaram, desenharam e beijaram. Se a família Vasquez (Flora, a irmã da minha avó) casada com um Cruxên (Loli) originou o Duba e seus irmãos e irmãs, esse encontro pode ter aproximado dois primos: Lorenço  Vasquez (filho da Lucila, neto do Carlinhos e bisneto do Nicolau, também irmão da Flora) e Gabriela Cruxên (filha da Daniela, neta do Duba e bisneta da Flora), invertendo os Vasquez Cruxên, para Cruxên Vasquez.

Os mais antigos: Clair, filha do Nicolau; Duba, filho da Flora; e Isa, filha da Julia.
Vida longa à família e aos exemplos, como o do Duba, que teve a genial ideia de reunir todo esse povo que saiu da fronteira para ganhar o Brasil e o mundo, e que nesses três dias nos abrigou embaixo da frondosa sombra da árvore genealógica. Salvas também aos agregados, sem eles nada disso seria possível, não é Laurinha Baiana, João, Pablo, Issac, Caia, Rosane, Marcos, Ana e tantos outros. E que venha o terceiro encontro, em Porto Alegre, em 2016. Inté, primos!!!!

       

 MELHORES MOMENTOS
Nosso médico/acrobata Gelso. "Esses filhos da Olga", já dizia a véia Julia.
As tias agregadas (Ruth e Naura) e a tia Clair
Ala jovem: Maria Alice e Luz Maria rodeadas pelos guris
Nicolas e Luz, o futuro já é 
Dança pra todas as idades
Juliana e Cris, as primas de Brasília
No Casino: Duda, Tito, Laurinha Baiana e Claudio
Na sombra da árvore a troca de fotos e informações
Isa e Davi no baile gaudério
Pablito conhecendo os primos e primas

Arielzinho
Issac, Luiz Eduardo e Marcos, ajudando a estourar a banca e o bar

Prima Germana foi um prazer te conhecer. Prima Lucila e a mana Lu da LUS Produções

Lu, Ricardo, Laurinha, Isa, Germana, Eliane, Duda, Gloria, Sergio - sentadas - Ceres, Clair e Lucila


As mulheres do Duba: Ju, Laurinha e Daniela













sexta-feira, 25 de abril de 2014

São tons, sons e transe!


São tons, sons e transe!

texto Duda Hamilton         fotos Pablo Corti


Confesso que já tinha experimentado esse “transe” que a musica de Avishai Cohen provoca. Foi naquele verão de 2011, no Festival de Jazz de Punta Del Este, no Uruguai, em pleno pampa e, em noite pra lá de estrelada. Avishai Cohen subiu ao palco em trio e me levou muito rápido pra dentro de suas composições, sempre pulsando o ritmo. Mas até ontem achava que o lugar, ao ar livre, tinha ajudado para o êxtase musical. 
O baterista e o pianista não eram os mesmos, mas tão virtuosos como os geniais Nitai Hershkovits (piano) e Daniel Dor (bateria), que acompanharam Avishai na abertura do Jurerê Jazz, em Floripa, ontem, começando o festival bem afinado e ainda com o pé direito.



Para mostrar a 
influência do jazz latino em suas músicas, Avishai tocou as cordas em Besame Mucho, já no bis. Não foi dia de Alfonsina e El Mar, mas teve uma música, que não lembro o nome, que foi executada pela terceira vez, uma delas em São Paulo, dias atrás, mostrando a genialidade de suas composições, com notas repetitivas, embora de sonoridade diversa. 
Palmas e gritos em Seven Seas e Remembering, do último CD Almah, concentração total em Chutzpan, do álbum Gently Disturbed. E falar em CDs, sete álbuns estavam à venda, variando entre R$ 30 e R$ 35.
A música do israelense é contemporânea e, ao mesmo tempo, muito experimental, e se você estiver ao ar livre, dentro do teatro ou no carro, tenho certeza que a sonoridade de Avishai vai te surpreender. Foi uma noite para se deixar levar por notas geniais de seres que se complementam no palco, nos tons, e levam o público a um “transe” de sons. São sons e tons!

Clique aqui pra ver se gosta
https://www.youtube.com/watch?v=o8a9GayJ3Bk




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

UM CONTINENTE DE CORDAS

Guto Wirtti, Yamandu Costa e Arthur Bonilla no show Continente, em Florianópolis. Fotos Pablo Corti



Yamandu Costa homenageia Erico Veríssimo

no Theatro São Pedro



Músico sobe ao palco para lançar o CD Continente acompanhado de outros dois talentos das cordas Guto Wirtti e Arthur Bonilla

Nos dias 8 e 9 de novembro, o violonista e compositor Yamandu Costa volta, depois de três anos, ao palco do Theatro São Pedro, em Porto Alegre, às 21 horas, para lançar seu álbum Continente. Ao lado do músico, dois amigos de infância e feras das cordas compõem o trio instrumental: Guto Wirtti (baixolão - um baixo com cordas de nylon) e Arthur Bonilla (violão de sete cordas). Os ingressos custam entre R$ 30 e R$ 70  e integrantes do Clube dos Amigos do Theatro São Pedro têm desconto.

 Wirtti e seu baixolão em composições com Yamandu

Parceiros há anos, boa parte das composições do show e do álbum foi feita por Yamandu e Guto durante as turnês pela Europa e Oriente Médio. Já a participação do outro gaúcho, Arthur Bonilla, foi um resgate. Bonilla é um prodígio do violão desde os sete anos de idade. “Ele e eu temos em comum o mesmo mestre: o argentino radicado no Brasil Lucio Yanel, violonista, intérprete, autor, compositor, ator e folclorista”, explica Yamandu.
O título do álbum é uma homenagem ao escritor Érico Veríssimo, cujo primeiro volume da trilogia O Tempo e o Vento é justamente O Continente. Além da faixa que dá origem ao título do CD, no repertório também estão as canções Sarará, Chamamer e Cabaret, entre outras. Com Bonilla, Yamandu compôs Os Fronteiriços, em homenagem à sonoridade do pampa.

Yamandu e o amigo de infância Arthur Bonilla
 Gravado pela Biscoito Fino, Continente já passou pelos palcos do Rio de Janeiro, Florianópolis, Buenos Aires e São Paulo e agora mostra “em casa” a tradição do trio de violões que existe no Sul do Brasil e em alguns países latino-americanos.

Preparos para entrevista, foto Duda Hamilton
SERVIÇO
O que: Show de Yamandu Costa trio 
Quando: 8 e 9 de novembro
Horário – 21 horas
Onde: Theatro São Pedro, Porto Alegre, Praça Marechal Deodoro, fone 


Ingressos:
Plateias e Cadeiras Extras - R$ 70,00
Camarotes Centrais: R$ 60,00
Camarotes Laterais: R$ 50,00
Galerias: R$ 30,00

Bilheteria do Theatro São Pedro – de seg 
a sexta – das 13h às 18h  e das 13h às 21h (quando houver espetáculo à noite) / sábado - 15h às 21h / domingo – 15h às 18h
Call Center: (51) 2626-1310
Produção e Informações:
Rhythmus Produções (Claudio Gadotti)
Telefone produção: (48) 9962-2160 (tim) e (48) 3269.1398

Assessoria de Imprensa
Dfato Comunicação
             Duda Hamilton (48) 9962.1257
             duda.hamilton@gmail.com

sábado, 5 de outubro de 2013

Segunda noite Floripa Instrumental



Hamilton de Holanda na segunda noite do Floripa Instrumental 2013 no Ribeirão da Ilha, fotos Pablo Corti

As sonoridades de Hamilton de Holanda






O vento Sul soprou o show de Hamilton de Holanda para dentro do Salão Paroquial do RIbeirão da Ilha. Ali se ouviu as criações desse virtuoso instrumentista, os inusitados arranjos e as surpreendentes releituras da MPB, como Carinhoso (Pixinguinha) e Disparada (Geraldo Vandré/Théo de Barros).
Das 10 cordas de seu bandolim brotaram várias sonoridades. Mais da metade do show o que se testemunhou foi a intimidade do músico com o seu bandolim. Frente a uma plateia atenta, Hamilton de Holanda chamou ao palco seu parceiro no quinteto, Gabriel Grossi, e informou que Toots Thielman o considera a melhor gaita harmônica do planeta. Dali pra frente, uma comunhão de sons.

Os jovens músicos arrancaram aplausos várias vezes, como em Adios Nonino (Piazzola). Participando pela segunda vez do Floripa Instrumental, Gabriel Grossi já tem seu público por aqui, onde também mantém um trabalho com músicos e compositores da Ilha.







Participando pela segunda vez do Floripa Instrumental, Gabriel Grossi sobe ao palco com Hamilton de Holanda

Se lá dentro o clima era quente e silencioso, lá fora muitas pessoas lastimavam do show não ter sido feito na rua. Passado das 23horas, a segunda atração: os jovens e arrojados Skrotes -  três músicos, três instrumentos – bateria, baixo e teclado. O trio interpretou músicas próprias, apresentou músicas do álbum que será lançado em novembro, e mostrou sofisticados arranjos, como no clássico Tropicália, de Caetano Veloso.
No final da noite o palco foi aberto para as Jam Sessions. No sobe e desce, Cassio Moura, Arnou de Melo, Mauro Borghezan, Jana Goulart, Tatu entre muitos outros músicos que estavam na plateia. Se o vento atrapalhou, a música ficou no ar por muito tempo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

EM SOL MAIOR


 Hamilton de Holanda e seu bandolim 10 cordas um passeio pela música brasileira, foto Renato Acha

       Floripa Instrumental atraca no 

         Ribeirão da Ilha 


Nos dias 4, 5 e 6 de outubro, o Ribeirão da Ilha empresta seu cenário de águas tranquilas e cores únicas de arrebol para o Floripa Instrumental - festival de música gratuito que apresenta profissionais consagrados nacionalmente. Nessa edição o destaque fica com Hamilton de Holanda e seu bandolim de 10 cordas, considerado o melhor solista da música brasileira por dois anos consecutivos 2011/2012. 
Mazin Silva sobe ao palco com
mais 4 guitarristas foto divulgação
Entre os outros nomes da nova e velha geração que vão ocupar os palcos da Freguesia do Ribeirão estão Arismar do Espírito Santo, Mazin Silva, Alegre Correa, Os Skrotes, Choro a Quatro, Percusax e a centenária Banda da Lapa do Ribeirão da Ilha, que vai fazer as honras da casa.

Padrinho do Floripa Instrumental Arismar do Espírito Santo,
 foto divulgação
A abertura, sexta-feira às 21 horas, na Praça da Freguesia fica por conta do show Guitarra Brasileira, com Arismar do Espírito Santo, Mazin Silva, Alegre Correa e Leandro Fortes. O quarteto promete explorar a sonoridade da música brasileira no canto de suas guitarras, cada um em seu estilo.
No sábado, o som começa mais cedo, às 16 horas, com uma roda de choro na praia. Às 21 horas é a vez do palco principal receber o Jimmy Hendrix do bandolim, Hamilton de Holanda. O show solo será composto por músicas de seu disco homenageando Pixinguinha e mais um repertório variado, passando por várias fases da brilhante carreira do mestre do bandolim, que introduz diversos sotaques ao som brasileiríssimo.
Skrotes uma mescla de estilos surpreendente,
foto DJ Gajeta. 
Na mesma noite, às 23 horas, é a vez da ousadia da banda de Florianópolis, Skrotes. Conhecida por transitar em todos os estilos – como costurar música clássica ao jazz e temperar com rock pesado, reggae, brasilidades, latinidades e psicodelia – a banda vai apresentar músicas de seu novo álbum Nessum Dorma, entre outras sonoridades.
No domingo, último dia do Floripa Instrumental a música inicia ainda mais cedo, às 15 horas, quando o PercuSax Quinteto, banda de rua de Itajaí, mostra seu repertório recheado de brasilidades. Às 16 horas é a vez da Banda da Lapa revelar que não basta ser dono da casa, tem que participar e fazer bonito. 
Luiz Sebastião (violão 7 cordas) em Choro a Quatro, foto Bianca Scliar
E para encerrar, às 17 horas, outra prata da casa:  Choro a Quatro, formado pelo violonista, compositor e produtor musical, Luiz Sebastião (violão sete cordas), Fábio Mello (flauta e saxofone), Fábio Carlesso (guitarra semi-acústica) e Daniel Moura (percuteria, uma mistura de bateria e percussão). A marca do quarteto é a inovação ao unir a estrutura do choro tradicional à sofisticação harmônica da bossa nova.
Como em toda edição do Floripa Instrumental, depois dos últimos shows de sexta e sábado, uma Jam Session toma conta do Salão da Freguesia, encerrando as noites com arrojos sonoros e interpretações de quem quiser fazer parte dessa história musical.

Serviço Floripa Instrumental
Quando: sexta (4), sábado (5) e domingo (6)
Onde: Freguesia do Ribeirão da Ilha, Florianópolis
Horários: sexta, das 21horas às 2h; sábado das 16h às 2h; domingo das 15h às 19h
Valor: Gratuito
Sexta-feira:
21h – Guitarra Brasileira, com Arismar do Espírito Santo, Mazin Silva, Alegre Correa e Leandro Fortes.
23h – JAM session.  
Arnou de Melo e Cassio Moura, dupla da jam
session, foto Pablo Corti
Sábado:
16h – Roda de Choro, no palco da Praia, na Freguesia do Ribeirão.
21h – Hamilton de Holanda; palco principal na Praça da Freguesia, defronte a Igreja.
23h – Os Skrotes.
Domingo:
Banda da Lapa e Jorginho do Trompete na edição 2012, foto Pablo Corti
15h –Percusax; banda de rua de Itajaí
16h – Banda da Lapa;
17h – Choro a Quatro.