Frases

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
Fernando Pessoa

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A generosidade suingada da BRASS Groove Brasil

                      

texto  Duda Hamilton

    fotos by Luiza Fillippo




A Estrada Criativa da Banda BRAAS Groove Brasil, uma inspiração de Jean Carlos, mostrou na noite de quinta-feira, no TAC, que os nove instrumentistas têm, além um suingue inigualável, um super poder de criação, de arranjo e que ali no palco, incomum entre outros artistas ou bandas, todos têm vez. É um socialismo, uma generosidade. Todos falam, todos solam, todos compõem e ainda convidam mestres para participações especiais – Gloire Eolnedi, Nos Trink Crew (danças urbanas), Chico Martins, Luiz Meira e Alegre Corrêa.

Dentro do pequeno TAC e diante de um atento público, além de uma viagem por cidades de Santa Catarina, a banda nos levou a bater o pé e/ou sacudir o corpo em diferentes ritmos. Destaque para o forró Fuá no Porto em homenagem à musical cidade de Itajaí; o Blues de Fronteira, uma mescla entre o jazz e o blues, criado para a distante São Miguel do Oeste.  As repentinas composições, todas criadas na estrada, teve como embrião Baião Catarina, que deveria ser a abertura do show .
 O espetáculo, com cenário de Tatiana Cobbett e som do JZ Sonorização, abre com São José, passa por Balneário Camboriú, sobe a serra em direção a Lages, ensaia um chamamé, e dá voltas e voltas nessa Santa Catarina. Lá por Jaraguá, toca a guitarra do Dazaranha, Chico Martins, que conversa muito bem com a guitarra de Cristiano Ferreira; no alegre bolero pra Brusque, um solo do mais velho da Banda, Marco Aurélio, e o seguro baixo de Rafael Calegari. 


Um dos momentos mais intensos foi o solo e depois a conversa do pandeiro do Alexandre DaMaria (quase um integrante da banda, “dixz” que está se chegando cada vez “másx”) com o sax do competente e concentrado Fabio Mello. 
A alegria de todos ficou na energia da música Une parti de la terre, canção feita em cima da hora, no camarim do SESC da Prainha, entre o astral Gloire e a banda, onde o pulsar dos tambores agitam o corpo e a mente. Uma quinta de glória com o Gloire e a Banda Groove Brasil. Que venham mais estradas sonoras, suingadas, divertidas, intensas e, claro, Criativa, pra vocês – Braion Johnny, Fabio Mello, Marco Aurélio Martins, Carlos Schmidt, Rafael Calegari, Jean Carlos, Cristiano Forte, Cristiano Ferreira (convidado fundador) e Alexandre Da Maria .    






quinta-feira, 16 de julho de 2015

Uruguaia Samantha Navarro solta a voz e a guitarra no Circo da Dona Bilica


Com sua inconfundível voz e cabeleira, a cantautora apresenta seu último CD, no dia 6, a partir das 20horas no Sul da Ilha, e inaugura o projeto Hermanos Latinos centrado no intercâmbio musical entre uruguaios, argentinos, colombianos, cubanos, chilenos, peruanos, paraguaios...


A uruguaia Samantha Navarro se apresenta no Circo da Dona Bilica, no dia 6 de agosto, a partir das 20horas, para abrir o projeto Hermanos Latinos, e mostrar seu talento como cantautora atenta ao mundo ao seu redor. Há 21 anos na estrada da música, ou seja, alcançou a maioridade, “la genia” de farta cabeleira acaba de apresentar seu novo disco Saltar al Tiempo Deseado na Espanha, Estados Unidos, Uruguai, Argentina e Paraguai. Em Florianópolis, além das músicas do último CD, onde explora a canção urbana uruguaia, sem esquecer da raiz folclórica de seu país, Samantha vai soltar a voz e a guitarra em uma serie de músicas que marcam sua carreira.


Para acompanhar o show Samantha Navarro em Floripa foram convidados dois músicos brasileiros: Gilnei Silveira (bateria)  e Rodrigo Lucio (baixista). Entre as músicas que o trio vai executar estão Borrachera, Contigo, Sudoku, Porvenir, Damisela Encantadora, Pasará-Pasará. Uma de suas prediletas, A Primeira Vista, de Chico Cesar, cantada em francês está também no play list, e a gravada com Zeca Baleiro também.


Gilnei Silveira em ação, foto divulgação
Como os três músicos nunca tocaram juntos, o público pode esperar novidades, improvisações e boas surpresas. Gilnei nasceu na fronteira com o Uruguai, em Jaguarão, boa parte de sua vida profissional atuou com os irmãos Ramil (Kleiton, Kledir e Vitor), sendo um dos integrantes  do Grupo Almondegas. Já o baixista Rodrigo Lucio tem acompanhado dois talentosos músicos bem conhecidos do público ilhéu: Guinha Ramires e Alegre Correa.



Rodrigo Lucio entra com o baixo. foto Stanley Costa

Samantha chega a Floripa vinda de uma turnê pelo Paraguai, Argentina e Uruguai, onde apresentou seu último disco, que estará à venda no show do dia 6 de agosto. Atuante na política e nas expressões populares, Samantha compôs música para a campanha de Constanza Moreira nas eleições internas da Frente Ampla e participa do Carnaval e seus tambores. Já compôs para teatro e trabalhou em programas de rádio e televisão.

 PERFIL

Samantha Navarro estreou profissionalmente ganhando um prêmio, em 1994, de melhor compositora do Festival da Canção Inédita de Montevideo, empatada com Inés Pierri. De lá pra cá publicou um livro e lançou dez álbuns, sendo seis solos e quatro em projetos coletivos. 

Dos seus dez discos, dois (Em Recuperação, de 2000, e Poemas, de 2002) ficaram na lista dos escolhidos entre os álbuns do ano pela revista Rolling Stone Argentina.

Já subiu ao palco com Ana Prada, Daniel Drexler, Ruben Rada, Rossana Tadei, Hugo Fatorusso, Fernando Cabrera, Martín Buscaglia, Malena Muyala, Laura Canora e muitos mais. No Brasil gravou com Zeca Baleiro e, no Uruguai, gravou uma música de Chico Cesar, tem ainda intimidade com alguns músicos gaúchos, como Angelo Primon, Lucas Kinoshita e Richard Serraria, com quem já se apresentou mais de uma vez. Com Luis Felipe Gama tem colaborado com letras para suas músicas.

A cantautora gosta de trabalhar no coletivo, como no projeto Argentino/Uruguaio de Alan Plachta, e já se apresentou em vários festivais internacionais como os de Barcelona, Zaragoza e Rotterdam. É militante pela diversidade, pela arte e fã de Pepe Mujica.


SERVIÇO
O quê: Show Samantha Navarro em Floripa
Onde: Circo da Dona Bilica
Quando: 06 de agosto
Horário: Das 20h às 22horas, com intervalo.
Quanto: R$ 30,00 e R$15,00
Página do Projeto Hermanos Latinos


Ouça e veja aqui


https://www.youtube.com/watch?v=ea5l5Ye_6zI



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A (re) VOLTA do Dr. Cipó

A energia do som do Dr. Cipó contagiou o público na primeira noite do Floripa Instrumental, na sexta, 21. Foto Pablo Corti

           A (re) VOLTA do Dr. Cipó


Foi do além, foi intenso, pulsou, eles não podem mais ficar tanto tempo sem se apresentar. Essas foram algumas das conversas ao pé do ouvido na praça da Freguesia depois da (re) VOLTA do Dr. Cipó, na abertura do Floripa Instrumental, dia 21, no Ribeirão da Ilha. Nem a falta de energia por alguns segundos tirou a brisa sonora, já que o baterista Endrigo Bettega mandou um acústico que levantou o público.


Guinha Ramires (violão), BB Kramer (acordeon), Endrigo Betega (bateria),  Ronaldo Saggiorato, o Gringo, (contrabaixo) e Mário Conde (guitarra, violão tenor e bandola) mandaram ver no choro, no jazz, na música experimental, regional e muito mais. Mesmo depois de sete anos sem se apresentar, eles mostraram que tem química, mais do que isso: seus ritmos são criativos, como suas composições e arranjos.
 
Guinha, Saggiorato, Bettega, Kramer e Conde, o entrosamento dos talentos do Dr. Cipó.
                                                                                                                   foto Paulo Rodrigues/Dj Gajeta.



O tema de abertura Pra Lucas, de Bebe Kramer em homenagem ao filho que estava na platéia, deu o tom de como seria a noite. Depois, muitos improvisos e belas canções como Coisas, de Moacir Santos, Simpatia, de Guinha Ramires, Maresia. Uma quebraceira e tanto, com uma ótima conexão com o público, que vibrou inúmeras vezes, mostrando intimidade com o Dr. Cipó. O pedido que fica? Guris, não fiquem tanto tempo longe de seu público. A Nossa Senhora da Lapa, agradece!