Frases

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
Fernando Pessoa

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

EM SOL MAIOR


 Hamilton de Holanda e seu bandolim 10 cordas um passeio pela música brasileira, foto Renato Acha

       Floripa Instrumental atraca no 

         Ribeirão da Ilha 


Nos dias 4, 5 e 6 de outubro, o Ribeirão da Ilha empresta seu cenário de águas tranquilas e cores únicas de arrebol para o Floripa Instrumental - festival de música gratuito que apresenta profissionais consagrados nacionalmente. Nessa edição o destaque fica com Hamilton de Holanda e seu bandolim de 10 cordas, considerado o melhor solista da música brasileira por dois anos consecutivos 2011/2012. 
Mazin Silva sobe ao palco com
mais 4 guitarristas foto divulgação
Entre os outros nomes da nova e velha geração que vão ocupar os palcos da Freguesia do Ribeirão estão Arismar do Espírito Santo, Mazin Silva, Alegre Correa, Os Skrotes, Choro a Quatro, Percusax e a centenária Banda da Lapa do Ribeirão da Ilha, que vai fazer as honras da casa.

Padrinho do Floripa Instrumental Arismar do Espírito Santo,
 foto divulgação
A abertura, sexta-feira às 21 horas, na Praça da Freguesia fica por conta do show Guitarra Brasileira, com Arismar do Espírito Santo, Mazin Silva, Alegre Correa e Leandro Fortes. O quarteto promete explorar a sonoridade da música brasileira no canto de suas guitarras, cada um em seu estilo.
No sábado, o som começa mais cedo, às 16 horas, com uma roda de choro na praia. Às 21 horas é a vez do palco principal receber o Jimmy Hendrix do bandolim, Hamilton de Holanda. O show solo será composto por músicas de seu disco homenageando Pixinguinha e mais um repertório variado, passando por várias fases da brilhante carreira do mestre do bandolim, que introduz diversos sotaques ao som brasileiríssimo.
Skrotes uma mescla de estilos surpreendente,
foto DJ Gajeta. 
Na mesma noite, às 23 horas, é a vez da ousadia da banda de Florianópolis, Skrotes. Conhecida por transitar em todos os estilos – como costurar música clássica ao jazz e temperar com rock pesado, reggae, brasilidades, latinidades e psicodelia – a banda vai apresentar músicas de seu novo álbum Nessum Dorma, entre outras sonoridades.
No domingo, último dia do Floripa Instrumental a música inicia ainda mais cedo, às 15 horas, quando o PercuSax Quinteto, banda de rua de Itajaí, mostra seu repertório recheado de brasilidades. Às 16 horas é a vez da Banda da Lapa revelar que não basta ser dono da casa, tem que participar e fazer bonito. 
Luiz Sebastião (violão 7 cordas) em Choro a Quatro, foto Bianca Scliar
E para encerrar, às 17 horas, outra prata da casa:  Choro a Quatro, formado pelo violonista, compositor e produtor musical, Luiz Sebastião (violão sete cordas), Fábio Mello (flauta e saxofone), Fábio Carlesso (guitarra semi-acústica) e Daniel Moura (percuteria, uma mistura de bateria e percussão). A marca do quarteto é a inovação ao unir a estrutura do choro tradicional à sofisticação harmônica da bossa nova.
Como em toda edição do Floripa Instrumental, depois dos últimos shows de sexta e sábado, uma Jam Session toma conta do Salão da Freguesia, encerrando as noites com arrojos sonoros e interpretações de quem quiser fazer parte dessa história musical.

Serviço Floripa Instrumental
Quando: sexta (4), sábado (5) e domingo (6)
Onde: Freguesia do Ribeirão da Ilha, Florianópolis
Horários: sexta, das 21horas às 2h; sábado das 16h às 2h; domingo das 15h às 19h
Valor: Gratuito
Sexta-feira:
21h – Guitarra Brasileira, com Arismar do Espírito Santo, Mazin Silva, Alegre Correa e Leandro Fortes.
23h – JAM session.  
Arnou de Melo e Cassio Moura, dupla da jam
session, foto Pablo Corti
Sábado:
16h – Roda de Choro, no palco da Praia, na Freguesia do Ribeirão.
21h – Hamilton de Holanda; palco principal na Praça da Freguesia, defronte a Igreja.
23h – Os Skrotes.
Domingo:
Banda da Lapa e Jorginho do Trompete na edição 2012, foto Pablo Corti
15h –Percusax; banda de rua de Itajaí
16h – Banda da Lapa;
17h – Choro a Quatro.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

s u s T E N T A R


                                                 Sul da Ilha de Santa Catarina, foto Duda Hamilton

s u s T E N T A R
por Duda Hamilton


De 16 a 19 de setembro, a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES) promove o XVIII Congresso Brasileiro de Sementes no Centro de Convenções Centro Sul, em Florianópolis (SC).


Outra boa notícia no setor de sementes é que o Brasil receberá, em 2014, a III Feira de Sementes. O primeiro encontro entre os ativistas das sementes crioulas foi no ano passado no Vale Sagrado dos Incas, no Peru; e o segundo ocorreu no Chile, em abril último.

       Quem conta a novidade é a Editorarets que aborda entre as principais idéias da Rede das Sementes: reunir experiências exitosas na conservação, multiplicação, intercâmbio e até mesmo venda das sementes tradicionais, aquelas cultivadas e melhoradas em processos socioculturais milenares pelos campesinos ao redor do mundo.

Vale ressaltar que as sementes crioulas são variedades não transgênicas, adaptadas às condições locais, com alto grau de variabilidade e grande importância sociocultural para as famílias que a cultivam. No Brasil a feira ocorre em maio, no Estado de Minas Gerais, a cidade ainda não foi escolhida.

Uma das porta vozes da Rede de Sementes Livres no Brasil, Tadzia Maya, que faz parte da Articulação Nacional de Agroecologia e coordena um pequeno banco de sementes em Aldeia Velha (RJ), explica que o objetivo é somar mais parceiros e instituições na divulgação da causa, explicitando os riscos dos cultivos transgênicos, além de buscar a constante difusão das sementes crioulas em feiras, eventos, programas governamentais e projetos autônomos. A ideia, segundo ela, é convidar mais pessoas para a rede com a consciência de que é preciso retomar nossa liberdade de plantar e trocar sementes saudáveis que gerem também alimentos saudáveis, sem venenos.

No Vale Sagrado dos Incas, no Peru, palestrou a indiana Vandana Shiva, reconhecida internacionalmente por sua luta contra o monopólio das transnacionais de sementes como a Monsanto e a Bayer.

Mais informações no site http://www.redsemillaslibres.org/
Fonte pesquisada: Canal Ibase


Amazônia, a rainha da biodiversidade

Em nenhum lugar do planeta existem mais espécies de animais e de plantas do que na Floresta Amazônica, onde 60% de seu território está no Brasil. Apenas 10% de todas as formas de vida que a Amazônia abriga já foram estudadas e catalogadas. Mas nem tudo é um paraíso. 
O Brasil, por exemplo, já perdeu 18% de toda essa biodiversidade e tem, atualmente, 627 espécies ameaçadas de extinção, como o mico-leão-de-cara-preta, o peixe-boi-marinho e a arara-azul-de-lear. Coordenadora da Campanha AmazôniaGreenpeace, Adriana Charoux, defende uma lei que preserve toda essa abundancia para ser levada ao Congresso Nacional. 







Os Maias e  o uso da água

Pesquisadores norte-americanos descobriram que a civilização Maia tinha um eficiente sistema de uso de água, ou seja, um método sustentável de gerenciamento de água. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores 
escavaram as ruínas da antiga cidade de Tikal, na Guatemala. Coordenado por Vernon Scarborough, da Universidade de Cincinnati, em Ohio, o artigo foi publicado na revista científica PNAS.



No estudo foram descobertas a maior represa antiga da área maia; a construção de uma barragem ensecadeira para fazer a dragagem do maior reservatório de água em Tikal; a presença de uma antiga nascente ligada ao início da colonização da região, em torno de 600 a.C.; e o uso de filtragem por areia para limpar a água dos reservatórios.

As antigas civilizações têm muito a ensinar para as novas gerações e o caso do sistema de coleta e armazenamento de água dos maias é um ótimo exemplo. Os pesquisadores também encontraram indícios de ampliação do sistema e plantio de vegetação para impedir a erosão do solo em torno dos reservatórios. No final do século nove a área foi abandonada e os motivos que levaram ao seu colapso ainda são questionados e debatidos por pesquisadores.
Fonte: Ciclo Vivo

A Energia das algas marinhas

A busca por gerar energia de forma renovável não para na força dos ventos, das ondas do mar e no calor do sol. Depois dos edifícios alimentados por energia solar e eólica, que hoje já são encontrados em vários cantos do planeta, a novidade vem da Alemanha. Lá, um empreendimento produz energia por meio de algas marinhas. A fachada foi coberta por um sistema chamado de persianas biorreativas, que confina e acelera o crescimento das algas e, ao mesmo tempo, promove conforto ambiental interno. O mecanismo também garante a geração da eletricidade, que será utilizada por quem estiver dentro do edifício. O projeto, batizado de Biarritz, com fachada de microalgas foi elaborado por empresas de arquitetura e construção, e participa da Exposição Internacional da Construção, em Hamburgo, na Alemanha.


Lista Vermelha
Planalto Catarinense, foto Bia Boleman
Mais de 700 espécies de plantas e animais foram adicionadas à Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza de 2013, divulgada no último 2 de julho. Entre elas estão várias espécies de coníferas (árvores com flores em forma de cones ou pinhas, como os pinheiros), que são os maiores e mais antigos seres vivos do planeta. Uma das que corre mais risco é a Araucária, ou Pinheiro-do-paraná, classificada desde 2006 como criticamente ameaçada. 
Espécie típica das regiões mais frias e de maior altitude da Mata Atlântica brasileira, a Araucária teve sua área de ocorrência reduzida nas últimas décadas, principalmente pela conversão de matas nativas em áreas de agricultura e silvicultura. 
Mesmo sendo um dos maiores países com cobertura vegetal no mundo, o Brasil perde 20 mil km² de vegetação por ano devido ao desmatamento.

Nos últimos 50 anos a area desmatada da Amazônia soma 720 mil km², o equivalente ao território dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina somados.


sábado, 31 de agosto de 2013



Um continente de cordas: 
Los de Negro y el de Blanco

Guto Wirtti (baixolão), Yamandu Costa (violão de 7 cordas) e Arthur Bonilla (violão de 7 cordas) no show Continente

Um show de cordas com três dos mais virtuosos violonistas que temos na atualidade no Brasil. Assim foi o espetáculo do lançamento do CD Continente que colocou no palco do CIC (Centro Integrado de Cultura) a genialidade de Yamandu Costa (violão 7 cordas), a suavidade das composições de Guto Wirtti (baixolão) e a rapidez das duas mãos de Arthur Bonilla (violão 7 cordas).
Como sempre, usando bombacha e alpargatas, Yamandu chegou ao palco sozinho na companhia de um chimarrão para executar El Negro Del Blanco. 
Ali deu o tom do que seria o restante da noite. O homem de branco chamou os dois homens de preto, amigos de infância, e aí foi uma intimidade só, mesmo que essa tenha sido a segunda apresentação da turnê Continente, que iniciou no Rio de Janeiro, dia 27 de agosto. O show e o álbum, segundo Yamandu, são homenagens ao escritor gaúcho Erico Veríssimo e aos violões da America do Sul.
A dinâmica do espetáculo, com entradas e saídas de Gutto e Bonilla, mostrou a cumplicidade dos músicos. Além disso, o bom humor no palco é algo que chega até o público em conversas descompromissadas e feitas na hora, como se estivessem na sala de casa, arrancando boas risadas da platéia. Uma delas, a história da música Cabaret, composta por Guto e Yamandu, e que Yamandu disse ter sabor de keep cooler.
Um dos momentos altos da apresentação foram Namoro de Guitarras e Peleia de Guitarras executadas com precisão e sentimento. Ao fechar os olhos sentia-se a briga e o namoro dos três instrumentos. 

Coisa que só os gênios conseguem fazer. Que me desculpem as guitarras de músicos argentinos e uruguaios, como o Cuarteto Zitarrosa - uma das influências do trio -, mas esses guris de 30 anos estão aprimorando e abrasileirando a interpretação desses instrumentos.


Pra quem acostumou o ouvido desde pequena com o sonoridade das cordas do Sul, a noite foi um prazer só, principalmente nas músicas Don Atahualpa, uma belíssima composição de Guto Wirtti; Chamamer e Missioneirita. A música Fronteiriço, composta especialmente para este álbum por Yamandu e Bonilla, é uma peça para dois violões de sete cordas, onde a alta transfusão de sons é de arrepiar e deixar encharcados de suor os dois guris. Logo depois, para acalmar, a música Continente (Guto Wirtti), que dá título ao álbum, trouxe uma mistura de ritmos dentro da mesma estrutura musical. E que som maravilhoso ecoa do baixolão de Wirtti!



O público, que quase lotou o CIC, se entregou à sonoridade por 1h45. Nenhum zunzum, muito menos conversas, só alguns suspiros, gritos de bravo no final das músicas e muitas palmas. Depois da apresentação, o hall do teatro ficou lotado e Yamandu, paciententemente, conversou, fez fotos e autografou por mais de uma hora.
Saí do show com a sensação que nem tudo esta perdido na música brasileira, por mais que os grandes conglomerados de comunicação queiram nos fazer consumir Luans, Annitas e Telós.

                                                                                      texto Duda Hamilton
                                                                                           fotos Pablo Corti




O show  foi realizado pela Rhythmus Produções, com  apoio da Itapema FM
 e divulgação da Dfato Comunicação 

terça-feira, 20 de agosto de 2013



Yamandu Costa lança CD Continente no CIC


                                        Guto Wirtti, Yamandu e Arthur Bonilla, seis mãos e um continente,  foto de  Felipe Campal

     Um dos mais respeitados instrumentistas sobe ao palco ao lado de  outros dois                   talentos das cordas: Guto Wirtti e Arthur Bonilla








Para lançar seu álbum Continente, o violonista e compositor Yamandu  Costa faz show no CIC (Centro Integrado de Cultura), em  Florianópolis, no dia 30 de agosto, às 21 horas, acompanhado de  outras duas feras das cordas: Guto Wirtti (baixolão) e Arthur  Bonilla (violão de sete cordas aço). Este é o primeiro show que o  trio faz em Floripa, onde Yamandu possui um público fiel.


Gravado pela Biscoito Fino, o CD mostra a tradição do trio de violões que existe no Sul do Brasil e em alguns países  latino-americanos, além da atmosfera de fronteira, de um Brasil  pouco conhecido. O repertório é inédito e exclusivo para essa  formação. “Aqui se encontra a linguagem e o sabor musical dos  pampas”, explica Yamandu. Para ele, o músico tem que estar mergulhado naquele universo para poder interpretá-lo adequadamente, pois o álbum é uma evocação que começa nos pampas e se estende a  todos os rincões musicais das Américas.

 
Yamandu conta que o título do álbum é uma homenagem ao escritor Érico Veríssimo, cujo primeiro volume da trilogia O Tempo e o Vento é justamente O Continente.  “Veríssimo conseguiu ser regional e universal ao narrar a vida e os costumes dos gaúchos ao longo da  história”, diz o instrumentista Yamandu, acrescentando que essa é  também a sua busca na cena musical. 

A escolha de Guto foi óbvia, já que os dois tocam juntos há anos,  mas a participação do outro gaúcho, Arthur Bonilla, foi um resgate. “Bonilla é um prodígio do violão desde os sete anos de idade. Ele e  eu temos em comum o mesmo mestre: o argentino radicado no Brasil  Lucio Yanel, violonista, intérprete, autor, compositor, ator e  folclorista”.

Com realização da Rhythmus Produções, dos sócios Claudio Gadotti e  Crica Gadotti, os parceiros para esse show são o Hotel Maria do Mar,  que irá hospedar Yamandu, Guto e Bonilla, e o Uai de Minas – Armazém  Mineiro, da rua Bocaiúva, que vai produzir os quitutes do camarim e também será ponto de vendas dos ingressos. O Clube DC também é parceiro, sendo que  assinantes e acompanhantes têm direito a desconto no ingresso, e a  promoção é da rádio Itapema FM.




Composições foram feitas em turnês
  
Boa parte das composições do show e do álbum foi feita durante as turnês de Yamandu e Guto pela Europa e Oriente Médio. “A gente fica  nos hotéis muito tempo, e acaba compondo até para passar o tempo”,  conta Yamandu. Outro aspecto desse show é o instrumento tocado por  Guto, um baixolão encontrado em uma loja em Viena, que traz como  característica ser um baixo com cordas de nylon.

“Sarará”, composição de Yamandu, abre o disco com um tema repleto de  lembranças pantaneiras, com influência da música paraguaia, e  Yamandu faz questão de lembrar Almir Sater. Já “Chamamer”  (Yamandu/Guto) que é um nome de um ritmo argentino, foi composta em  uma viagem entre Nice e a Ilha de Córsega, e traz no bojo uma terna  referência a Pixinguinha. “Cabaret”(Yamandu/Guto) investe em um  clima cigano, enquanto “Bounyfie” (Yamandu/Guto), além de ser  inspirada na esposa de Yamandu, tem um tom satírico definido por ele  como “a elegia das pessoas desastradas...”.

“Don Atahualpa”, de Guto Wirtti é mais uma homenagem, no caso a  Atahualpa Yupanqui, cantor, compositor, violinista e escritor  argentino, cuja obra é reverenciada por uma multidão de artistas  latino-americanos. “Fronteiriço” (Yamandu/Bonilla)  foi composta especialmente para este álbum, uma peça para dois violões de sete  cordas em alta transfusão de sons, invocando a tradição musical do  “banbuco” peruano e da música caribenha da Colômbia. “Namoro de  guitarras” e “Pelea de Guitarras”, (ambas de Yamandu e Guto),  integram uma suíte de quatro movimentos, onde os instrumentistas  entremeiam os temas incessantemente.

A faixa “Continente” (Guto Wirtti), que dá título ao álbum, traz uma  mistura de ritmos dentro da mesma estrutura musical. E “Aperto”  (Guto), é, certamente, a primeira gravação brasileira de um solo de baixolão. “Sufoco” (Yamandu/Guto), que fecha o disco, mostra bem o  espírito andarilho do álbum, pois foi composta em um hotel em  Abu-Dhabi, enquanto os dois músicos viam uma corrida de camelos na  TV.

 “Meu trabalho é eclético e sempre dialoga com gêneros musicais  como o choro, e para este álbum voltamos ao violão dos pampas para  universalizar a beleza do trio de violões, que começa lá no México e  vem até nós”, define Yamandu.


                                                 O TRIO

Yamandu Costa é hoje um dos mais importantes artistas da música  brasileira e um dos maiores violonistas do mundo. Revelando uma  profunda intimidade com seu instrumento e com uma linguagem musical  sem fronteiras, percorreu os mais importantes palcos do Brasil e do  exterior, participando de grandes festivais e encontros. Nascido na  cidade de Passo Fundo (RS), ele gravou com grandes nomes da música  brasileira e é vencedor dos mais relevantes prêmios nacionais e  também premiações internacionais. Em 2010, o CD Luz da Aurora, com Hamilton de Holanda foi indicado para o Grammy Latino e em 2012  ganhou em Cuba o Prêmio Internacional Cubadisco pelo CD Mafuá e uma  Menção do Prêmio ALBA pelo CD Lida.

Yamandu Costa tem público fiel na Ilha e é o embaixador do Floripa Instrumental, foto Pablo Corti
    Yamandu é, na atualidade, um dos músicos brasileiros que mais  se apresenta no exterior, abrangendo os mais diversos países, como  França, Portugal, Espanha, Bélgica, Alemanha, Itália, Áustria,  Suíça, Holanda, Suécia, Noruega, Finlândia, Estônia, Eslovênia,  Rússia, Lituânia, Sérvia, Grécia, Macedônia, Israel, Chipre, Índia,  China, Japão, Coréia do Sul, Zimbabwe, Cabo Verde, Emirados Árabes,  Austrália, USA, Canadá, Equador, Cuba, Colômbia, Chile, Argentina e  Uruguai.
Entre seus projetos mais relevantes está "Yamandu, Solista de Orquestras", no qual o violonista compõe e apresenta-se em concertos com as mais importantes orquestras do globo, como Orquestra de Paris, Orquestra Nacional da França, Orquestra Nacional da Bélgica e Orquestra Sinfônica Brasileira, com esta apresentando a inédita suíte "Concerto Nazareth", de Paulo Aragão, em comemoração aos 150 anos de nascimento de Ernesto Nazareth (1863-1934).
Quem teve a oportunidade de ver Yamandu no palco percebe  seu incrível e intenso envolvimento com a música e com o seu  instrumento de 7 cordas. Impossível ficar indiferente à performance e energia interpretativa desse músico singular. Yamandu faz parte da talentosa família da música instrumental brasileira que simplesmente produz música como respira. Sua abordagem é absolutamente espontânea e se afirma por uma musicalidade e técnica arrebatadoras. Sua criatividade musical é livre e a técnica aprimorada, é um artista completo.



Arthur Bonilla: violão 7 cordas,  foto divulgação
Arthur Bonilla é um jovem violonista, que  desde criança atravessa o Rio Grande em festivais e apresentações,  acompanhando diversos músicos gaúchos. Foi sua precocidade e suas  notas rápidas que chamaram atenção, sendo hoje considerado um  virtuoso do violão brasileiro.

Bonilla conta que fez seu primeiro acorde com apenas 3 anos e meio,  e de lá pra cá jamais parou de tocar. Sua principal referência, depois do pai, é o violonista argentino radicado no RS, Lucio Yanel.  Dele herdou o estilo forte e veloz. Outra característica que vem  chamando a atenção dos críticos é a capacidade de desempenhar solos  rápidos e duetados, como se fosse mais de um violão, habilidade que  desenvolveu ainda “guri”. Em seu repertório estão composições próprias, clássicos da MPB, choro e música gaúcha.
Nos últimos anos tem dividido o palco com grandes nomes, como Dominguinhos, Hamilton de Holanda, Arismar do Espírito Santo, Alessandro “Bebê” Kramer, Oswaldinho do Acordeom, Yamandu Costa e Renato Borghetti. Com Borghetinho desenvolve trabalho de duo, com apresentações por todo o Brasil e também em países como Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Portugal e Canadá.


Guto Wirtti nasceu em berço de músicos e aos 13 anos já se  apresentava em concertos e festivais no Rio Grande do Sul. Aos 16  anos mudou-se para Salvador e, em 2003, a convite de Yamandu Costa, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar em duo com o  violonista. Com Yamandu se apresentou em vários festivais, como o  Melbourne Jazz Festival, na Austrália.
Em 2007, ao lado de Nicolas Krassik, participou do disco independente  Lida, de Yamandu, gravado pelo trio violão, contrabaixo acústico e  violino, álbum que foi relançado em 2011, pela Biscoito Fino. Como baixista e arranjador trabalhou em shows e gravações com Celso Fonseca, Ed Motta, Luiz Melodia, Wilson das Neves,  Milton Nascimento, Gabriel Grossi, entre outros.

Clique aqui para ouvir O Continente -


  
Serviço:

Show de Yamandu Costa trio -  lançamento do CD Continente

Dia e hora: 30 de agosto de 2013 - sexta-feira, às 21h

Local: Teatro Ademir Rosa – CIC (Centro Integrado de Cultura)

Endereço: Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica.  Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3953-2334 (Teatro)


Ingressos:
Postos de Vendas:
- Uai di Minas – o Armazém Mineiro -  Rua Bocaiúva, 1959 – Centro.
- Quiosque Blueticket do Beiramar Shopping
- Bilheteria do CIC: de segunda a sexta, das 13h às 19h
- Bilheteria do TAC: de segunda a sexta, das 13h às 19h
- Bilheteria do Teatro Pedro Ivo: de segunda a sexta, das 13h às 19h
Venda na Bilheteria dos Teatros: (somente a dinheiro)
Venda de Ingresso por site: www.blueticket.com.br
Cartões de crédito: Mastercard e Visa

Informações: Rhythmus Produções (Claudio e Crica Gadotti)
Telefones produção: (48) 9626-7782 e (48) 9962-2160

 
Assessoria de Imprensa  – Duda Hamilton (48)
9962.1257, duda.hamilton@dfatocom.com.br

PARA OUVIR

'O Continente' - Yamandu Costa & Guto Wirtti