Gaiteiro de Vacaria (RS), Bebe Kramer ganhou o mundo com sua sonoridade original, foto de Pablo Corti |
BEBE KRAMER
“Isso vai ser um reencontro com a originalidade"
Entre
uma apresentação e outra de Norte a Sul do Brasil, Bebe
Kramer achou um lugarzinho na sua agenda para bater um papo, via
e-mail, com a jornalista Duda Hamilton. Ele não vê a hora de estar reunido com
os amigos o Dr. Cipó, já que não se encontram há mais de seis anos. Guinha Ramires, Bebe, Mario Conde,
Gringo Saggiorato e Endrigo Betega, abrem o Floripa Instrumental, dia 21 de
novembro, às 21 horas. Acompanhe abaixo os principais momentos da entrevista.
Bebe Kramer o acordeon, gaita, sanfona do Dr. Cipó, foto Pablo Corti |
Como
você chegou ao Dr. Cipó?
Bebe Kramer – Cheguei em Floripa, com meus 19 pra 20 anos, e comecei a freqüentar a
cena instrumental da cidade. Conheci o Gringo e o Guinha, no Café dos Araçás,
na Lagoa da Conceição. Foi lá que também conheci o Endrigo e o Mario, toquei
com eles ali. Fomos convidados para uma apresentação no Original Café,
Curitiba. Assim nascia o Dr. Cipó. Logo depois, o Guinha foi para Viena, e
quando retornou, pois não aguentou ficar longe da Lagoa, o chamamos pra
integrar o grupo que já estava mais ou menos afiado. Guinha topou e imediatamente
arrumamos o nome do grupo: Dr. Cipó.
O que vocês tocavam?
Bebe
Kramer – Nosso repertório era de
compositores brasileiros, como Edu Lobo, Chico Buarque, Tom Jobim, Gilberto
Gil, Dominguinhos, mas também gostávamos de “gauchar” interpretando Mercedita,
músicas de Piazzola e, claro, Beatles. Nosso grupo sempre recebeu influências
da música do mundo.
Bebe, Mário Conde, Endrigo Betega, Guinha Ramires e Ronaldo "Gringo"Saggiorato, no último encontro em 2008, no Teatro do Sesc de São Paulo, produzidos por Roberto Bruzadin, foto de Silvio Auricchio |
O
que esperar desse reencontro no Floripa Instrumental, dia 21 de novembro?
Bebe Kramer – Esse reencontro vai reacender a chama desse grupo, que sem falsa
modéstia, considero um dos grupos mais importantes que apareceram no Brasil nos
últimos anos, pela energia, pela originalidade, tendo influenciado muitos
músicos da nova geração. Somos uma espécie de representantes da música feita no
Sul do país e que pode tranquilamente transitar em qualquer festival de
música do mundo. Já andei postando alguma coisa aí pelas redes sociais e recebi
muito carinho de gente que está com saudade e, inclusive, virão de outras
cidades e estados pra nos ver. Isso nos dá muita energia e vontade de reativar
esse grupo de amigos que tanto se quer bem e se respeita.
Um comentário:
Que o retorno do DR. CIPÓ não seja só para essa apresentação no Floripa Instrumental. Um grupo musical como esse merece contar com patrocínio para que fique na cena artística por muito tempo.
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