Frases

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
Fernando Pessoa

domingo, 11 de abril de 2010

Disputa por peixe no Sul da Ilha

Mais um capítulo na novela “Pescadores Artesanais X Atuneiros”, na costa Sul da Ilha de Santa Catarina. No domingo, 11 de abril, por volta das 16h30 quatro grandes atuneiros estavam ancorados no Pântano do Sul. Deles saíram pequenas embarcações de cor laranja, em busca de isca para o atum, chegando a menos de 50 metros da areia do Pântano do Sul. Ali, soltaram uma rede de quase 100 metros, com a malha bem fina, onde só passa a água. Turistas que ocupavam os restaurantes e bares da orla, junto com os moradores assistiram tudo e comentavam no melhor estilo de boca-em-boca. “Ninguém faz nada”, disparou um velho pescador.
De uma hora pra outra, um grupo de quase 10 jovens, a maioria filhos e netos de pescadores do local, entrou na água, enquanto outros, da areia, atiravam bombas para dissipar os peixes que estavam na rede. Atônitos, o outro grupo que estava dentro da água tentava salvar o prejuízo da rede, avaliada, segundo pescadores do local, entre R$ 8 e R$ 10 mil.
Indignado, entre uma tragada e outra no cigarro, seo Arante falava em “pouca vergonha, tudo na nossa cara”. Ele se referia a proximidade dos barcos na costa e a quebra da ordem pública, com o desrespeito do limite de 200 metros para área de banho. A legislação sobre a atuação dos atuneiros se restringe ao período do ano - é proibida em junho e julho - e às áreas regulamentadas, entre elas as baías Norte e Sul de Florianópolis, a Ilha do Arvoredo e as desembocaduras de rios.

2 comentários:

Thiago Cardoso disse...

O descaso das autoridades e o desrespeito as leis da pesca mais uma vez estiveram presentes neste 11 de Abril na Praia do Pântano do Sul. Nada se faz acerca da pesca predatória de sardinhas e outros peixes pequenos que servem de iscas vivas para os grandes barcos pesqueiros.
Um estudo feito pelo Greenpeace com a ajuda de 40 especialistas, mostra que não apenas a sardinha, mas a maior parte dos peixes caçados pelo homem, no Brasil, estão ameaçados pelo excesso de pesca e pela poluição dos mares.
Me chamou a atenção uma reportagem que li onde a Sétima Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região condenou, em Abril de 2008, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e a União a adotar medidas de fiscalização e repressão à pesca predatória no litoral do Estado do Rio de Janeiro. O órgão deverá adquirir lanchas e viaturas para fiscalização terrestre e manter uma equipe de agentes de fiscalização ostensiva.
Devemos lembrar que a Constituição Federal estabelece como dever do Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais à crueldade.
Nada disto acontece por aqui, a única coisa que vemos é a impunidade a esta prática predatória e a atitude valente de nossos pescadores artesanais tentando salvar o pouco que nos resta de nossa cultura e colonização açoriana.
Thiago Cardoso.

marcoliva disse...

Um verdadeiro absurdo! O fato já está constatado. Seu Arante garante que ninguém faz nada, é hora de conclamar a população local. O melhor caminho é o encaminhamento de um ofício ao Ministério Público, expondo o fato e exigindo providências. Demora um pouco mas funciona. beijos e estejam sempre alertas, toda a vez que acontecer é preciso notificar. É o jeito!