Frases

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
Fernando Pessoa

sábado, 16 de outubro de 2010

Um pacto com Dio&Baco


FOI LÁ EM BOTAFOGO numa agradável noite de sexta-feira que encontrei Dionísio, o deus grego, e Baco, o romano. No palco do EcoShow, eles estavam na pele de Suely Mesquita e Eugenio Dale, respectivamente. Estes dois parecem muitos mais ao proporcionarem ótimas composições aliadas a um contagiante balanço.
Compositor, produtor, arranjador, instrumentista e ainda cantor, Eugenio Dale é vários. Trafega por estilos e funções bem diferentes. Em 2010, por exemplo, produziu gravações de Elza Soares, Maria Gadu, Robertinho Silva e Anna Ratto. Como arranjador e instrumentista trabalhou com Dominguinhos, Baby do Brasil, Blitz, Fernandinha Abreu, Katia B, Vitor Ramil, Sadao Watanabe, Tania Alves. O Eugenio “Baco” compõe ainda para cinema e seus trabalhos podem ser ouvidos no Sexo, Amor & Traição, de Jorge Fernando; Sejo o Que Deus Quiser, de Murilo Salles; e Sonhos Roubados, de Sandra Werneck.
Suely, que completou 30 anos de MPB, é tantas, que até já perdeu a conta: ex-fotógrafa, escritora, cantora e compositora. É dela, em parceria com Pedro Luis, a música tema de Fred, personagem de Reynaldo Gianechinni na novela Passione - “Animal/ Bem que quando o seu sangue pensa/ É feito um rio que se adensa (...)/ E os exercícios sábios somem/ E só parece sábia a natureza e o que os bichos comem”. Suas músicas foram gravadas pelos parceiros Fernando Abreu, Paulinho Moska, Ney Matogrosso com Pedro Luís e a Parede, Celso Fonseca, Zélia Duncan, Chico Cesar e Zeca Baleiro, entre outros.
Os dois se reinventam o tempo todo e enchem o pequeno palco de vozes, violões, tamborim, pandeiro e cajón, mostrando as canções do primeiro CD Dio&Baco, em fase de gravação e com excelentes participações. Na sexta, por exemplo, quem acompanhou a dupla foi Arícia Mess, que soltou a voz na fabulosa Zona e Progresso: “Dionísio é o deus da zona/ zona sagrada/ gen do zen genial/ lugar do bem e do mal”.
Pactocombaco, de Eugenio, abre o show e dá o tom do suingue que vem pela frente. O lado zen da dupla aparece no mantra Até que chova dinheiro “Quero cantar no chuveiro/ pra sair com a alma lavada / até que chova dinheiro/ sem a gente fazer nada”. Depois disso a sussurrante Kriptonita e uma homenagem a Nelson Motta, com a canção Sem Capotta.
Mas claro que não poderia faltar a intimista Qualquer Lugar, que está em Sexo Puro, o segundo CD de Suely - “vamos nos encontrar no metro/ na porta do trem as 10 para as 6/ confundidos no rush com outros passantes no meio da rua/ sem querer nos ver’’).
Gravado de forma independente, o álbum vai ser a porta de entrada para estes dois talentosos músicos mostrarem seu trabalho Brasil afora. Agora, é pegar a estrada e se entregar aos prazeres da vida de Dio&Baco.
Para quem ficou curioso e quer mais é só acessar WWW.dioebaco.com.br e /ou WWW.suelymesquita.com.br/diobaco. Foto do show é de Glaucio Atayala.

Pactocombaco (Eugenio Dale)

2 comentários:

marcoliva disse...

maneiro!!
O blog tá lindo!!!
beijão!

Lucianne disse...

Mtooo bom, amei o som ! ! ! Parabéns pelo primoroso texto.
Bjs!