Frases

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".
Fernando Pessoa

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ainda em El Bolsón...

Puerto Patriada, no Lago Epuyén
No centro da cidade


Na Feira de Artesanato e na descida do Piltriquitron










DIA 2
A META ERA SABER como chegar a El Calafate saindo de El Bolsón: impossível , pois nos restam 10 dias. De carro são 28 horas para ir e mais umas 30 para voltar a Bariloche. De Bariloche até El Calafate por avião vale mais do que a passagem Porto Alegre/Bariloche. Decidimos curtir mais a região, entrar para o Chile por Futaleufu e sair em Chile Chico, e fazer a viagem até o Sul em dezembro incluindo Ushuaia e Rio Gallegos, no Atlântico Sul.
Mais um dia em El Bolsón para ver a Feira de Artesanato, o Mirante do Piltriquitron, o Rio Azul cortando a cidade e a Cabeça do Índio, mas ainda falta muita coisa. Por aqui o turismo é variado, sempre em contato com a natureza, seja de quadriciclo, de cavalo, de carro ou em caminhadas de até quatro horas. Isso sem falar que as pessoas são amáveis e sempre prontas para ajudar e trocar informações.
Na Feira, por exemplo, passamos a metade do dia, olhando os trabalhos, conversando e ouvindo música. Parecia que estava numa comunidade hippie, com jovens e maduros homens canosos fazendo da arte seu modo de vida. Muitos trabalhos bonitos em madeira, prata, cutelaria e flores secas, além de comida saborosa, cervejas e sucos de frutas finas. Maravilhoso o de Arandano, ou seja, Mirtilo, e o de Framboesa.
Com algumas lembranças na mochila fomos para o outro lado da cidade, onde passa o Rio Azul, o que desemboca em Lago Puelo e divide a Argentina do Chile, e que tínhamos visto no passeio de lancha. Mais uma subidinha e estávamos na Cabeça de Índio, mais uma vez tormenta elétrica e não conseguimos subir – 1 hora de caminhada. Mas como nem tudo está perdido conhecemos Julio e Estefania, dois jovens atores argetinos de TV e Teatro. Ele, por exemplo, acabou de chegar de São Paulo, onde gravou a versão Latina do programa Quando o sino toca, para adolescents. Fomos até a cabana deles, um hostel todo reciclado (os vidros eram antigas janelas de camionetes, pedras, pedaços de Madeira, horta, ranário e água da chuva com trutas.
Depois de uns mates com eles e boa conversa seguimos o caminho para o Mirante do Piltriquitron. Bueno, aí fui às alturas literalmente, sensação maravilhosa de paz, de silêncio, com uma vista inigualável, onde você nota uma cordilheira atrás da outra. A temperatura baixou muito, sentimos frio e pegamos os casacos que não saem de dentro do carro. Descemos só quando estava escurecendo lá pelas 22horas, com uma sensação de liberdade incrível.
Antes de dormir passada na padaria La Nona para um chocolate com sanduíche, pastaflora e milhojas. Para o outro dia pegar a Estrada. Voltaremos El Bolsón!!!!!

DIA 1 - ACORDAMOS ÀS 10h aos pés do Piltriquitron com sol forte, céu azul e temperatura perto dos 30 graus. Mochila nas costas fomos atrás de informações para chegar a El Calafate, tudo fechado. Resolvemos relaxar e curtir o dia. Passamos num Mercado para pegar frutas e numa cervejaria para pegar um litro e rumamos para Puerto Patriada, distante 14km em Estrada de terra do centro de El Bolsón. Praia de pedrinhas, água gelada e muita sombra, assim foi o dia até uma tormenta se aproximar e mostrar a força da natureza – raios, vento e pingos grossos. Uma meia hora depois o tempo abriu e resolvemos pegar a Estrada. No meio do caminho avistamos uma cachoeira e logo depois um cartaz: Cascada Sendero La Catarata, de dificuldade media e com subida de mil metros. La fomos nós suar as cervejas e o cordeiro da noite anterior. No início uma delícia, cada vez que você chegava perto da queda d’água baixavam uns 5 graus, logo depois a trilha é íngreme e quente, pois se afasta da água. Lindo o mirante, com uma deslumbrante vista, dali dei volta com Pablito. Na descida outra tormenta, agora com chuva forte, relâmpagos, mas sem vento, bem diferente da que assistimos no Puerto Padriada. Ensopados dos pés à cabeça fomos para casinha tomar uma ducha e jantar no centro, pois já eram quase 21horas, aqui anoitece lá pelas 10horas e amanhece às 5h e pouco. Son días largos.
À noite decidimos começar o ano com pizza – de cogumelos da região e de cebola - e, claro, cerveja Araucana a 50 pesos a jarra de 1 litro e meio. Música ao fundo, com um cantor e uma máquina, tipo karaoke, não incomodou e foi discreto com o repertório de tangos, milongas e música Latina.

Um comentário:

Anônimo disse...

Estou passando aqui para desejar um feliz ensaio.